
Lindo menino, calado e só.
Um coração cheio de mágoa e de dó.
Lavara no mar a alma, encontrara - finalmente! - paz,
E das profundezas não retornou jamais.
Jovem sonhador, viu uma sereia,
Tirou os chinelos para tocar a areia;
Sua alma podia não ter asas,
Mas naquele momento, sentiu-se em casa.
Ora triste, ora calado,
Viu um céu tão estrelado
Que pensou: Deus nunca erra!
Água salgada, alma lavada.
A felicidade mora no mar.
Pra onde foi não existem guerras.
